A Plenária Nacional de Oposição à Coordenação Nacional situacionista, ilegítima e golpista, realizada em sete de fevereiro de 2026, reuniu 120 militantes representando treze estados da federação, integrando dirigentes municipais, estaduais, ex-dirigentes nacionais que renunciaram ao mandato a partir dos frequentes golpes na democracia interna, e lideranças de vários segmentos de lutas sociais, filiadas e filiados ao MNU.
Esta agenda de mobilização se iniciou a partir de duas plenárias nacionais que criou o Grupo MNU Resistência e Autonomia, como exemplo a Plenária de 19 de agosto de 2023; e se fortalece com o poderoso II Encontro do MNU Nordeste, em tributo à Marta Almeida, realizado entre 28 e 30 novembro de 2025, na Serra da Barriga, em Alagoas, que mobilizou em torno de 100 dirigentes da região.
Próximo aos 50 anos de existência, esta Organização Política de vanguarda da esquerda negra brasileira, fundada em 1978, durante a ditadura militar em resistência ao racismo e as atrocidades da repressão policial/militar, retrocedeu a partir de ações entreguistas, autoritárias e fascistas desta gestão, em uma ação sem precedentes em nossa história.
Estes grupos de interesses comuns, agem desde 2017, com fisiologismo e troca de favores aos interesses e necessidades individuais, falta de transparência nos processos eleitorais, expulsão arbitrária, impedimento de posse de dirigentes eleitos em congresso, bloqueio à ampla participação política nas redes sociais, além do controle da burocracia interna a favor de seus interesses obscuros e restrição ao acesso às informações e decisões coletivas.
As irregularidades desta gestão composta por pessoas desconhecidas à vivência de organicidade histórica do MNU, conduzem a Coordenação Nacional com mandato vencido desde maio de 2024 e sem validade de registro legal como preconiza o nosso Estatuto.
Mesmo assim tiveram a petulância e desfaçatez de organizarem um congresso nacional estatutário extraordinário, de 24 a 26 de maio de 2024, em Brasília, aprovando aberrações como o artigo permissivo ao suprapartidarismo, bem como o descarte da resolução histórica do 17° Congresso Nacional do MNU, em 2017, em Brasília, que garantiu 70% de mulheres negras em todas as instâncias diretivas do MNU.
Este estatuto impresso, está sendo vendido ao público em geral por R$ 15,00 (quinze reais), em uma prática mercantilista repugnante, que consolida o golpe, conceituando o MNU como parte do terceiro setor, se transformando numa grande Organização Não Governamental, serviçal aos governos que não combatem de formas eficazes o Racismo Estrutural da sociedade brasileira.
Neste sentido, o Campo de Oposição composto pelas tendências internas ANLU – A Nossa Luta Unificada; Aquilombar; Coletivo Raça e Revolução; e Independentes reforça a necessidade de mobilização constante das filiadas e filiados e conclama o apoio solidário dos movimentos sociais antirracistas e anticapitalistas, do Brasil e da Diáspora Africana Pan Africanista a nos somarmos na luta pela democracia e libertação dos povos espoliados pelo colonialismo e o imperialismo.
Brasil, 12 de fevereiro de 2026.


