Pela morte de Léo Lanches,
O Movimento Negro Unificado, através da sua luta em defesa dos direitos humanos e no combate contínuo à violência e ao racismo estrutural, manifesta a sua indignação diante da morte trágica de mais um trabalhador periférico em Salvador.
Na noite dessa quinta-feira (23), um vendedor ambulante de lanches teve sua vida interrompida após ser atingido durante um confronto armado na capital baiana. A morte de um jovem em seu local de trabalho não deve ser naturalizada, tampouco tratada como um mero “dano colateral”. Léo era um trabalhador que teve a sua vida ceifada pela violência policial. Trata-se da demonstração escancarada do modelo de segurança pública falido que atinge desproporcionalmente territórios negros e periféricos.
O MNU lamenta que mais uma vez a dor volta a atravessar o nosso estado. Não aceitamos e não aceitaremos a narrativa de que a morte de mais um homem negro seja distorcida por um sistema que insiste em nos dizimar. O que assistimos cotidianamente nas periferias de Salvador é o reflexo de uma política de segurança pública falida, pautada no confronto e no desrespeito à vida da população negra. Exigimos do Ministério Público e das forças de segurança a imediata e imparcial investigação das circunstâncias da ação, garantindo a responsabilização de todos os envolvidos.
Aos familiares, amigos e à comunidade afetada, prestamos a nossa mais profunda solidariedade e reafirmamos o compromisso de não deixar que este caso caia no esquecimento. Seguiremos vigilantes e em marcha pela justiça.
Pelo fim da letalidade e pelo direito à vida da população negra periférica!


