RUMO AO 20º CONGRESSO NACIONAL: MNU BAHIA ELEGE 60 DELEGADOS EM PLENÁRIA ESTADUAL HISTÓRICA

WhatsApp Image 2026-07-06 at 16.05.00(1)

O povo negro em movimento não recua, formula e avança. Nesta sexta, 03 de julho, o Movimento Negro Unificado (MNU) da Bahia encerrou sua Plenária Estadual 2026, reafirmando sua capacidade de organização tática e seu papel de vanguarda no enfrentamento ao racismo estrutural.

Após dias intensos que uniram a agitação de rua no histórico Cortejo do 2 de Julho ao debate aprofundado nos Grupos de Trabalho realizados no Centro de Treinamento da SDR (CTN), em Salvador, nossas bases deliberaram sobre as estratégias de luta para o próximo período e renovaram o compromisso com as pautas urgentes da nossa população.

O ponto culminante do nosso encontro foi a consolidação da delegação que representará o estado no nosso histórico 20º Congresso Nacional do MNU, que sediaremos aqui na capital baiana, entre os dias 19 e 22 de novembro de 2026.

A Força do Interior e a Unidade Baiana

Em um processo democrático e alicerçado no trabalho de base, foram eleitos 60 delegados e delegadas estaduais. Essa delegação reflete o avanço do nosso esforço de interiorização, garantindo que as lideranças das nossas macrorregiões — do Recôncavo ao Sul, da Chapada ao Sudoeste — tenham voz, voto e poder de decisão na construção da nossa política nacional.

Sediaremos o 20º Congresso Nacional com uma tropa robusta, organizada e alinhada com as necessidades materiais das nossas comunidades, quilombos e periferias. A partir de agora, a tarefa fundamental das coordenações municipais é aprofundar os debates territoriais, preparar as teses que defenderemos e estruturar a logística para que em novembro a Bahia mostre, mais uma vez, o tamanho da sua força política.

A luta continua. A organização não para.

“Reaja à violência racial”. Com racismo não há democracia!

Coordenação Estadual

Movimento Negro Unificado – Bahia

Sobre

Movimento Negro Unificado (MNU) é uma organização pioneira na luta do Povo Negro no Brasil. Fundada no dia 18 de junho de 1978, e lançada publicamente no dia 7 de julho, deste mesmo ano, em evento nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo em pleno regime militar. O ato representou um marco referencial histórico na luta contra a discriminação racial no país.